A alimentação de corais marinhos é um processo complexo e multifacetado, combinando métodos autotróficos (produção própria) e heterotróficos (captura externa) para garantir a nutrição desses cnidários. A maioria dos corais recifais opera através de uma relação simbiótica com algas microscópicas (zooxantelas), mas também utiliza seus tentáculos para predação e absorve nutrientes dissolvidos.
- Autotrofia (Fotossíntese das Zooxantelas): A principal fonte de energia para a maioria dos corais (fotossintéticos). As zooxantelas vivem nos tecidos do coral e utilizam a luz solar para produzir compostos orgânicos (açúcares) que são compartilhados com o pólipo.
- Heterotrofia (Predação de Zooplâncton): Utilização de tentáculos equipados com cnidócitos (células urticantes) para capturar micro-organismos aquáticos, como zooplâncton, em suspensão na água.
- Osmotrofia (Absorção de Matéria Orgânica): Capacidade de absorver matéria orgânica dissolvida diretamente da coluna de água através da epiderme.
Em ambientes fechados, é necessário complementar a dieta para garantir o crescimento e coloração, especialmente para corais com tentáculos mais longos ou corais não fotossintéticos.
- Alimentos: Utilizam-se rações específicas para corais, artêmia, fitoplâncton e zooplâncton.
- Método: Geralmente realizada com o auxílio de uma pipeta ou seringa para direcionar o alimento aos pólipos, muitas vezes desligando a circulação de água para facilitar a captura.
- Frequência: Recomendada de 1 a 3 vezes por semana, dependendo do tipo de coral e necessidades do sistema.
- Corais Fotossintéticos: A maioria dos corais comumente mantidos, dependem da luz, mas se beneficiam de alimentação extra.
- Corais Não Fotossintéticos (NPS): Como o coral-sol, não possuem zooxantelas e dependem exclusivamente da captura de alimentos externos.


